III Challenge PT

Sábado  - Etapa 5 – Score 100

A Etapa 5 tinha como base a Orientação Pedestre, recorrendo-se a mapa específico desta modalidade, e realizou-se na Mata Municipal de Valverde. O objectivo era coleccionar 100 pontos (ou algo próximo) picando alguns dos pontos colocados no terreno. Os 4 elementos da equipa tinham de se manter juntos ao longo da progressão.

Etapa 5 - Score 100

Junto com o mapa foi dado o valor em pontos de dois controlos no terreno (A e E), bem como equações matemáticas simples para deduzir os valores dos outros. Após resolver essas equações, era necessário escolher quais visitar, tendo em conta a distância e a dificuldade de navegação na área de prova, mas jogando para fazer exactamente 100 pontos no total dos controlos picados. Clicando no mapa em baixo, pode-se ver o mapa com a trilha realizada no Google Earth.

Clique para abrir o Mapa do Score 100 no Google Earth

Nuno Pires: Tendo em conta as folgas que tinha tido nas etapas de BTT e ser o elemento com mais experiência na Orientação Pedestre na equipa, ficou para mim a tarefa de carregar o mapa, fazer a navegação, e marcar o ritmo. O Jorge ficou incumbido de picar os pontos, e o Mário de ajudar o Paulo a manter-se junto a nós e não descolar-se do mapa, já que a corrida não é a sua modalidade mais forte. Não era possível defendê-lo com uma folga na etapa, por isso tinha de haver um espírito de grupo para todos se manterem pelo menos num raio de 50m e reagrupar junto aos pontos. Após escolher os pontos a visitar e arrancar para o mato, o terreno fora dos caminhos revelou-se mais sujo no que toca à vegetação rasteira do que o mapa dava a entender, pelo que a opção foi andar essencialmente por linhas seguras e fazer dois ou três azimutes em locais-chave, apenas para cortar à direito pelo mato sem riscos de falhar na navegação. Toda a estratégia funcionou na perfeição, tendo-se demorado cerca de 51m para percorrer cerca de 6,6km, já incluindo cerca de 4 minutos para fazer as contas e escolher os controlos a visitar, perfazendo os 100 pontos exactos que nos eram exigidos.

Sábado  - Etapa de Ligação

Nuno Pires: O programa de Sábado tinha 6 etapas, sendo duas realizadas à noite, a começar às 21h. As etapas 2 a 5, desde a manhã, podiam ser feitas quase de forma continuada, gerindo-se os tempos de intervalo. A nossa estratégia foi descansar o mínimo suficiente entre as etapas da manhã e ir avançando assim que possível, se forma a não amolecer demais o corpo. Assim, também podíamos andar sem a pressão dos nossos adversários, ou trazer alguém a reboque. Desta forma, cerca das 15h30 estávamos prontos para realizar a chamada Etapa de Ligação, ou seja, o regresso à Aldeia PT. Desta forma, descansámos mais que o resto das equipas. O Mário sugeriu tomar um lanche mais típico, e bater uma sestazinha até à hora do jantar para recuperar as forças.

Ainda tivémos algum tempo para lavar a roupa e fazer um estendal...

Menu do Atleta (Cerveja, Pão Alentejano, Presunto, Queijo de Alcácer, Batatas Fritas, Amêndoas com Sal e Bananas)

Em momento algum deixámos de reler o Raid Book...

Sábado – Etapa 6 – Kart Race (Nocturna)

A Etapa 6 consistia numa corrida de Karts, ou melhor, num carrinho tipo Kart sem motor, empurrado por 2 elementos no máximo. O terceiro conduzia o Kart com os pés, como nos carrinhos de rolamentos. O percurso consistia numa volta à pista de atletismo, de 400m, em torno do campo de futebol em Alcácer do Sal. Um elemento folgava nesta etapa.

Nuno Pires: Não sabemos como nos escapou tal coisa, mas somente ao lanche reparámos que não podiamos apostar o Looser nesta etapa. Tinhamos algum receio desta etapa desde início, já que era uma prova rápida e o risco de falhar algo dava pouca margem de manobra para corrigir em tempo útil. Assim sendo, teríamos de apostar o Looser na última etapa, já que o Run’n'Bike também é uma prova que costuma resultar em boas prestações. Assumi que faria a condução, e ao apercebermo-nos que a prova era ‘em força explosiva pura’, o Mário e o Jorge decidiram fazer um aquecimento forte para estarem a ferver quando tivessem de empurrar o Kart, e que tal seria à vez. Não era viável empurrar em simultâneo. A prova correu mais que bem, com os pés bem cravados na direcção super sensível. Na parte de trás, o Jorge fez um arranque poderoso, de tal forma que lhe pedi para não acelerar mais na entrada da primeira curva enquanto a direcção não fosse estabilizada. Depois o Mário fez a recta oposta à da meta num gáz que só visto… O Jorge fez novamente a curva e o Mário a recta da meta. Fizemos com o melhor tempo com 1m21s , e ainda bem que não pudemos apostar o Looser. Fizémos 2º lugar na etapa após correção dos tempos.