III Challenge PT

Sábado – Etapa 7 – Run’n'Bike (Nocturna)

A última etapa de Sábado foi o Run’n'Bike com carta militar. O mapa tinha 6 pontos de controlo, onde a totalidade da equipa tinha de estar presente nas picagens. Para a progressão, tinhamos de levar 2 bicicletas, e como atrás foi dito, envolvia os 4 elementos da equipa em prova.

Etapa 7 - Run'n'Bike Nocturno

Tendo em conta a cartografia militar e o facto da etapa ser nocturna, acrescia à partida algumas variáveis que deviamos ter logo em consideração, tal como levar boa iluminação quer nas bikes quer para correr, e estar atento à desactualização do mapa. Mais ainda, seria primordial manter o grupo bastante junto, ou em linha de vista, porque o facto de andar muita gente no terreno facilmente poderia confundir os donos das lanternas e trocar as voltas na progressão.

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Nuno Pires: Antes de começar a etapa, tivémos de pensar a estratégia com bastante cuidado. Primeiro, porque tinhamos todos de participar, eram 2 bikes, só nos davam um mapa, e era à noite. Isto condicionantes gerais. Depois, tinhamos a experiência em Orientação, centrada mais em mim e no Mário, e o facto do Paulo não ser tão forte na corrida, ao invés do Jorge, mais corredor, mas que tinha feito todas as etapas sem folgar. Isto condicionantes da evolução da prova. Mas juntando estas coisas todas, e havendo manifesta disponibilidade do Jorge para um esforço adicional em corrida, chegámos a um formato que se revelou bastante efectivo. Eu e o Mário dividimos a condução da bicicleta que tinha o mapa, o Jorge e o Paulo dividiram a condução da outra, sendo que nós assumíamos a parte da navegação, e o outro par seguia-nos na progressão e em funções de apoio e comunicação. Ao Paulo, definiu-se uma tarefa de acompanhamento da corrida do Jorge para o deixar recuperar um pouco na bike quando necessário, picar os pontos, e manter-se sempre numa posição próxima de mim ou do Mário para evitar que o grupo de alguma forma se desagregasse. Assim nós dois centrámos a nossa concentração na Orientação, defendemos o Paulo da corrida e não nos preocupámos muito com o Jorge, já que ele estava sempre debaixo de olho. Assim, a técnica de Run’n'Bike pura de 2 elementos com uma bike era aplicada por mim e pelo Mário, e o resto da equipa estava sempre em sintonia de comunicação e de decisões, podendo avançar no terreno de forma rápida e sem sobressaltos, mesmo nas mudanças de direcção em locais mais escuros. Analisando a prova em si e a trilha que fizémos, foi longe de perfeita. Tivémos alguns erros, mas não foram nada de muito grave. Tentámos ir ao PC1 logo da partida, mas o carreiro acabava antes e não havia passagem. O PC 1 estava num carreiro que tinha uma vedação em arame farpado, debaixo da linha de alta tenão, e com vegetação ao longo da berma, tipo vereda, como mais tarde constatámos ao chegar ao ponto, no regresso. Deixámos este para o fim, mas perdemos cerca de 3 minutos na abordagem frustrada… No PC5, o carreiro principal de onde vínhamos continuava em frente sem virar para a casa florestal perto da ETAR, havendo carreiros mais pequenos junto à vedação, do lado de fora, e que não estão no mapa. Tivémos ali uns momentos de indecisão, andámos um pouco para a frente e para trás, até que resolvemos seguir ao longo da vedação e procurar o ponto na ‘esquina’ certa. Num monte de terra, lá estava a baliza bem disfarçada. Só na imediação da ETAR, andámos 8 minutos, tendo perdido para aí 5 só para dar com o ponto. Do PC4 para o PC6 queríamos ir logo pela direita, mas não vi o primeiro carreiro, porque estava lá uma ambulância dos Bombeiros na berma a tapar o dito. Hesitei e decidi ir em frente, tendo na mente que teria de virar pelo num dos dois carreiros à direita. Hesitei no primeiro que encontrei (que já era o segundo) por ter muita areia solta à vista e segui em frente… E nunca mais aparecia o segundo carreiro… Algum tempo depois comecei a ouvir trânsito ao longe (que era da proveniente da IC1) e vi que estávamos mal, mas que podíamos ir ao PC6 sem grande estrago, aproveitando para reconhecer o caminho na ida, regressar à passagem pela IC1 e agora sim ir ao PC1 por linha segura. No final, e mesmo com estes precalços, demorámos cerca de 51 minutos para fazer 9,6km. Foi a prova de maior adrenalina do Challenge, pelo menos para mim… Chegámos ao fim todos ‘rotos’, mas satisfeitos com o trabalho de equipa. Demos 14 minutos de vantagem à equipa que fez o 2º melhor tempo, o que revela bem o sucesso da estratégia que colocámos em prática. Fizémos os 100 pontos que queríamos amealhar, desta vez sem os perder com as bonificações de tempo.