III Challenge PT

Sábado – Etapa 3 – Multi-Actividades

A Etapa 3 do III Challenge PT decorreu na barragem do Pego do Altar, sendo as actividades propostas Orientação em Canoa e Rappel em parede vertical de rocha. O Rappel era somente para amealhar pontos directamente na classificação final. A Orientação em Canoa tinha 3 pontos de controlo e obviamente era cronometrada seguindo o modelo das outras etapas.

Etapa 3 - Trilha da Orientação em Canoa

Na imagem acima, clicando na mesma, pode-se ver em detalhe a trilha. No entanto, somente foi gravada a partir do ponto de controlo 1.

Nuno Pires: Para a etapa 3, dividimo-nos da seguinte forma: Nuno e Jorge na Canoa, Paulo e Mário no Rappel. Hoje, olhando para trás, vejo que foi um erro que assumo perante a equipa ao teimar nesta formação. Eu tenho um problema com actividades que envolvam alturas, bloqueio, e normalmente recuso-me a fazê-las. Antes do Challenge, temendo que fosse confrontado com alguma actividade com alturas, resolvi treinar de tudo um pouco, até Kayak, de forma a estar preparado o que fosse alternativo às alturas. Mesmo assim, agora penso que devia ter encarado o Rappel e mesmo que tivesse alguma dificuldade ir para a frente e deixar rolar. Tinha meios de segurança e o risco era pouco ou nulo. Desta forma, o par mais forte que tinhamos para a Canoa não foi o escalado. Devia ter ido o Jorge e o Mário. Mesmo assim, conseguimos fazer o 6º lugar na etapa. Pasme-se, foi a pior classificação entre todas as etapas… Eu e o Jorge contávamos com Kayak’s e pagaias com duas pás. Assim, até ao ponto 1, tivémos que afinar a mecânica da remada entre nós, já que faltava rotina neste tipo de embarcação e de ‘pagaiada’. Após esta primeira fase, penso que até conseguimos manter trajectórias bem estudadas e sem desvios, já que o Jorge se defendeu das águas mais mexidas, aproximando-se das margens, bem como evitou que apanhássemos vento. Ficámos em 3º ex-aequo com mais duas equipas, em tempo, e após aplicação das bonificações, descemos para 6º, o que nos penalizou bastante em pontos.

Sábado – Etapa 4 – GPS – BTT

A etapa 4 do Challenge PT introduziu um conceito novo na prova, mas que felizmente é algo familiar a alguns elementos desta equipa, e que consiste na navegação por GPS. Neste caso, os dispositivos escolhidos eram Garmin Etrex, sem mapas, e somente com a trilha gravada.

Garmin Etrex

Desta forma, o objectivo era simples: seguir à risca o track log gravado no equipamento, sabendo-se que começava na barragem do Pego do Altar e terminava na Mata Municipal de Valverde. Durante o trajecto estavam alguns controladores que garantiam a correcta passagem das equipas nos pontos-chave do percurso. Estavam 25km de BTT à espera de todas as equipas, onde 3 elementos de cada tinham de marcar presença e pedalar o mais rápido possível.

Clique para abrir Trilha no Google Earth

Nuno Pires: Mais uma vez, sendo a etapa de BTT e para 3 elementos, voltei a folgar e fiz a mudança da viatura de assistência para a Mata de Valverde. Embora a rotatividade entre elementos seja uma forma sensata de manter os níveis físicos equilibrados entre todos, na verdade os três bravos Paulo, Jorge e Mário estão super à vontade na BTT e pouco acusam os km’s. Desta forma, e após conferenciar entre todos, a estratégia inicial ficava sem mexidas. Era aqui que o Joker tinha de ser apostado, na etapa que fisicamente seria a mais dura para todas as equipas, e na qual tinhamos confiança para dar tudo sem correr riscos de navegação. De facto, foi uma etapa para recordar… Um novo furo do Jorge, na roda da frente, com cerca de 4 minutos para mudar a câmara e um total de cerca de 1h15m de prova para os 25km. Um ritmo diabólico, debaixo dum calor abrasador.

Fizémos o melhor tempo com 6 minutos de vantagem sobre o 2º melhor tempo, e 36 minutos sobre o 3º melhor tempo. Mais uma vez, perdemos pontos, mais precisamente 20, por causa das bonificações em tempo. Ficámos em 2º na etapa com os tempos corrigidos. Com a aposta do Joker, a ficar em 1º faríamos 200 pontos. Assim acabámos por ficar só com 180.