O Crossódromo Internacional de Águeda, mais conhecido pelas provas de Motocross, foi o centro de evento da Prova Local de Ori-BTT organizada pelo Desportivo Atlético de Recardães, realizada no dia 29 de Janeiro de 2011. Depois do revés que o clube teve com a marcação das eleições presidenciais na data previamente definida para a prova inaugural da Taça de Portugal 2011 de Ori-BTT, o que levou ao adiamento para data posterior, o DAR resolveu fazer deste dia 29 uma dupla jornada de Orientação assinalando os 20 anos de vida do clube proporcionando um dia de lazer/treino/competição para cerca de 50 praticantes.

Na manhã de frio seco e algum vento gélido, o desafio foi estratégico, com um percurso de escolha livre de pontos para todos os escalões.

Souto do Rio II – Ori-BTT

O mapa do Souto do Rio II, à escala de 1:15000, tinha no terreno um conjunto de balizas, estando todas assinaladas no mapa. Em cada escalão, o cartão de marcação indicava a lista de pontos a picar, e também os pontos a não visitar. No caso do escalão Prom2, onde me inscrevi, os pontos 58 e 33, do lado Oeste, e 35, 56 e 57, do lado Este, ficavam de fora do plano de percurso. A estratégia passaria obviamente por minimizar a distância e a altimetria envolvida no percurso escolhido, tendo em conta que este mapa apanha uma boa encosta, que após uns dias de chuva e as limpezas de terreno que nesta altura ocorrem, criaram no terreno alguma lama, bem como alguma sujidade, com troncos e ramos a dificultar a progressão na bike. As zonas de pinhal, com carreiros de caruma, também não ajudavam, tornando o terreno fofo mas dificíl de pedalar em velocidade. Pessoalmente, penso que escolhi uma ordem de percurso pouco sensata e acabei por fazer quer mais distância que a possível, já que acabei por passar, ao longo do percurso, pela mesma zona à procura de pontos distintos, e isso é obviamente resultado da má escolha. O mapa em si, a espaços, não ajudou, por alguma desactualização pontual. Mesmo assim, foi uma etapa agradável QB, com um esforço físico bastante apreciável, puxando pelo equilíbrio necessário entre o pensar e o executar, tendo em conta que ainda o dia estava a meio. No Arquivo de Mapas, poderão consultar o mapa em boa definição com a trilha realizada. Deixo o link directo aqui para o mapa de Souto do Rio. O de Aguada também está lá….

Aguada de Cima – Ori-BTT

Na parte da tarde, e após uma sopa e bifana retemperadora, o percurso agora era formal, ou para os menos conhecedores da modalidade, pela ordem definida no percurso desenhado no mapa. Embora contíguo ao terreno da manhã, a altimetria deste mapa era bem mais suave, não sendo tão físico no que toca a subidas e descidas. A escala do mapa de Aguada de Cima era 1:2000. No entanto, os terrenos são algo barrentos, o que fez de alguns trilhos planos e aparentemente inofensivos um belo lamaçal que prendia facilmente os atletas ao chão. As muitas poças também não ajudavam quer na condução, quer na lubrificação das máquinas. Não estando propriamente em grande forma, e sempre a gerir o esforço para acabar o percurso, foi inevitável o ‘rebentar’ a meio da etapa. Alguns erros e más opções ditaram uma sentença: acabar em pleno esforço até ao limiar das forças, mantendo a cabeça minimanente lúcida para não ser desclassificado (mal sabia que já estava a ‘chocar’ uma gripe que me atirou para a cama alguns dias…). No final, um tempo acumulado de 3h29h50 nas duas etapas, e o 4º da geral na Prom2. De Aveiro, e pelo CP Telecom, Miguel Tomás, habitual participante em escalão de competição, fez grupo com um novo praticante destas lides, Daniel Cruz, e aproveitou para ensinar o novo colega a base da Orientação em BTT, não dando portanto grande importância à questão dos tempos de prova.

Uma palavra final para o DA Recardães, que com poucos recursos humanos soube proporcionar uma boa jornada de Ori-BTT que decerto agradou aos objectivos dos presentes, desde a participação em ambiente de lazer até ao treino competitivo.