O Último Post deste Blog
10/01/12
Caros Leitores Orientistas e Não Só,
Faz agora cerca de onze meses que publiquei pela última vez um post neste blog. No entanto, e ainda em 2011, escrevi um conjunto de textos sobre algumas participações pontuais em provas de Orientação, mas que acabaram por não ver a luz do dia. Ficaram em versão draft. Quem me conhece mais de perto sabe que a minha vida sofreu uma alteração de estado civil, mudando-me do clube dos solteiros para o dos casados, em Março último.
Sem entrar em detalhes da vida pessoal, apenas gostaria de dizer que o meu gosto pela Orientação não diminuiu. O meu coração é grande e continuo a gostar de correr na floresta como antes. A menor presença notada nas provas de 2011 culminou na redução de publicação de textos neste espaço. O tempo livre foi pouco para tudo o que fiz em 2011, tendo sacrificado a prática da modalidade.
Mas 2012 representa o início dum novo ciclo, que espero puder levar a azimute sem grandes desvios. Vou novamente mudar de clube, agora na Orientação, e aparecer com nova camisola, a estrear em Arronches. Não irei correr mais do que anteriormente, apenas quero correr mais vezes durante a época e cometer menos erros que no passado. São objectivos claros e dentro do que acho racional atingir, no melhor cenário possível.
Dessa forma, este é o último post deste blog. Não sei ainda se farei outro, se for será de caráter pessoal, já que hoje em dia a proliferação de blogs e sites de atletas a sério não deixa grande espaço para escrever aventuras de Orientistas de fim de semana, nem suscita tanta curiosidade a terceiros. Neste segmento de mercado, a concorrência do Luis Pereira é muito feroz e ele é imbatível no humor Orientista.
Em jeito de despedida desejo, apenas, a todos que corram em Arronches que possam gozar todos os momentos a navegar pelo montado Alentejano de mapa e bússola na mão, que não se magoem, nem vão parar a Badajoz.
Saudações Orientistas,
Nuno Pires
Dar – Prova Local de Ori-BTT
09/02/11
O Crossódromo Internacional de Águeda, mais conhecido pelas provas de Motocross, foi o centro de evento da Prova Local de Ori-BTT organizada pelo Desportivo Atlético de Recardães, realizada no dia 29 de Janeiro de 2011. Depois do revés que o clube teve com a marcação das eleições presidenciais na data previamente definida para a prova inaugural da Taça de Portugal 2011 de Ori-BTT, o que levou ao adiamento para data posterior, o DAR resolveu fazer deste dia 29 uma dupla jornada de Orientação assinalando os 20 anos de vida do clube proporcionando um dia de lazer/treino/competição para cerca de 50 praticantes.
Na manhã de frio seco e algum vento gélido, o desafio foi estratégico, com um percurso de escolha livre de pontos para todos os escalões.
O mapa do Souto do Rio II, à escala de 1:15000, tinha no terreno um conjunto de balizas, estando todas assinaladas no mapa. Em cada escalão, o cartão de marcação indicava a lista de pontos a picar, e também os pontos a não visitar. No caso do escalão Prom2, onde me inscrevi, os pontos 58 e 33, do lado Oeste, e 35, 56 e 57, do lado Este, ficavam de fora do plano de percurso. A estratégia passaria obviamente por minimizar a distância e a altimetria envolvida no percurso escolhido, tendo em conta que este mapa apanha uma boa encosta, que após uns dias de chuva e as limpezas de terreno que nesta altura ocorrem, criaram no terreno alguma lama, bem como alguma sujidade, com troncos e ramos a dificultar a progressão na bike. As zonas de pinhal, com carreiros de caruma, também não ajudavam, tornando o terreno fofo mas dificíl de pedalar em velocidade. Pessoalmente, penso que escolhi uma ordem de percurso pouco sensata e acabei por fazer quer mais distância que a possível, já que acabei por passar, ao longo do percurso, pela mesma zona à procura de pontos distintos, e isso é obviamente resultado da má escolha. O mapa em si, a espaços, não ajudou, por alguma desactualização pontual. Mesmo assim, foi uma etapa agradável QB, com um esforço físico bastante apreciável, puxando pelo equilíbrio necessário entre o pensar e o executar, tendo em conta que ainda o dia estava a meio. No Arquivo de Mapas, poderão consultar o mapa em boa definição com a trilha realizada. Deixo o link directo aqui para o mapa de Souto do Rio. O de Aguada também está lá….
Na parte da tarde, e após uma sopa e bifana retemperadora, o percurso agora era formal, ou para os menos conhecedores da modalidade, pela ordem definida no percurso desenhado no mapa. Embora contíguo ao terreno da manhã, a altimetria deste mapa era bem mais suave, não sendo tão físico no que toca a subidas e descidas. A escala do mapa de Aguada de Cima era 1:2000. No entanto, os terrenos são algo barrentos, o que fez de alguns trilhos planos e aparentemente inofensivos um belo lamaçal que prendia facilmente os atletas ao chão. As muitas poças também não ajudavam quer na condução, quer na lubrificação das máquinas. Não estando propriamente em grande forma, e sempre a gerir o esforço para acabar o percurso, foi inevitável o ‘rebentar’ a meio da etapa. Alguns erros e más opções ditaram uma sentença: acabar em pleno esforço até ao limiar das forças, mantendo a cabeça minimanente lúcida para não ser desclassificado (mal sabia que já estava a ‘chocar’ uma gripe que me atirou para a cama alguns dias…). No final, um tempo acumulado de 3h29h50 nas duas etapas, e o 4º da geral na Prom2. De Aveiro, e pelo CP Telecom, Miguel Tomás, habitual participante em escalão de competição, fez grupo com um novo praticante destas lides, Daniel Cruz, e aproveitou para ensinar o novo colega a base da Orientação em BTT, não dando portanto grande importância à questão dos tempos de prova.
Uma palavra final para o DA Recardães, que com poucos recursos humanos soube proporcionar uma boa jornada de Ori-BTT que decerto agradou aos objectivos dos presentes, desde a participação em ambiente de lazer até ao treino competitivo.
IV Troféu Mondego
01/02/11
Depois de algum tempo de interregno na participação em provas oficiais, com o virar do ano, e o início da época 2011 de Orientação, eis que o CP Telecom – Aveiro rumou a Quiaios, mais propriamente à zona da Lagoa da Vela, para a participação no IV Troféu Mondego.
Este evento de Orientação Pedestre teve a organização do Ginásio Clube Figueirense e realizou-se no Sábado, dia 15 de Janeiro, contanto com duas etapas traçadas em percursos de Distância Média, um de manhã e outro no início da tarde, contando ambas para a Taça de Portugal de Orientação Pedestre 2011. O novo formato da TP define provas de nível 1 e 2, sendo que esta foi de nível 2, aplicando-se um factor de 90% da classificação efectivamente obtida por cada atleta no ranking da TP. Mesmo com esta nova regra, foram mais de 300 as pessoas que rumaram à Lagoa da Vela.
A etapa da manhã usou a parte Norte do mapa da Lagoa da Vela, caracterizada por muitas zonas semi-abertas ou abertas com algum mato rasteiro. Genericamente, a progressão era rápida e com boa visibilidade. Pese embora o detalhe do relevo, as dunas mais predominantes permitiam fazer uma navegação sem grandes sobressaltos. Não sendo novo, este mapa continua a ser um dos melhores e mais desafiantes para a Orientação em pinhal de Portugal.
Na etapa da tarde, pese a área de prova ser adjacente à da manhã, mas a Sul, o terreno apresentava algumas zonas de vegetação alta mais fechada, bem como recortes de relevo mais detalhado, sendo necessário gerir a velocidade de progressão com a leitura do mapa, sendo a navegação um pouco mais difícil.
Do CP Telecom – Aveiro estiveram presentes dois atletas: Ana Margarida Vaz (D21B) e Nuno Pires (H21A). Da Zona Centro Sul, compareceu o veterano Jorge Santos (H60). Relativamente a resultados, a classificação geral desta prova foi apurada por soma de tempos nos dois percursos. A Ana Margarida Vaz fez um 3º lugar na Manhã, a cerca de 3 minutos da primeira classificada. Fruto de uma etapa da tarde sem grandes sobressaltos, não só recuperou a desvantagem para as adversárias, como ganhou cerca de 2 minutos no somatório das duas etapas, acabando com 1h28h15 e o 1º lugar da geral em 8 participantes. Nuno Pires, em H21A, completou a Manhã em 9º e a Tarde em 16º, ficando no 12º lugar entre 17 classificados no final. Algumas asneiras associadas à falta de treino e ritmo de competição ditaram o desfecho menos conseguido na etapa da tarde. Em H60, Jorge Santos destacou-se com o seu 2º lugar na geral em 6 atletas, depois de um 2º e um 3º nas respectivas etapas.
No final, quer a Ana quer o Jorge tiveram por direito próprio a possibilidade subir ao pódium para receber as medalhas da praxe, ficando para o Nuno a tarefa de registar em foto este momento de consagração.
Uma nota para os escalões de Elite, onde Diogo Miguel do Ori-Estarreja e Maria Sá, do Grupo Desportivo 4 Caminhos foram os vencedores da jornada. Uma observação verificada no local foi algum alheamento dos atletas de Elite na cerimónia de entrega de medalhas, comparecendo apenas 3 dos 10 chamados. Para o trabalho desenvolvido por esta organização, pelo facto do evento ser de carácter nacional, e pela presença e espera da maior parte dos atletas presentes nos diversos escalões até ao final da cerimónia, foi algo desrespeituoso que o pódium de Elite ficasse tão vazio.
Os mapas desta prova, com as trilhas realizadas pelo Nuno Pires estão disponíveis no Arquivo de Mapas. Não liguem muito para as asneiras, mas elas estão lá….
II Ori-BTT Terras de Cister
11/11/10
Ribeira do Fárrio recebeu a última etapa da Taça de Portugal de Ori-BTT 2009/2010, com a realização das duas etapas do II Ori-BTT Terras de Cister. Organizado pelo CAOS – Clube de Aventura e Orientação de Sintra no fim de semana de 24 e 24 de Outubro, este clube trouxe novamente ao concelho de Ourém alguns dos melhores praticantes de Orientação em BTT do país.
Os percursos de Sábado foram traçados em Distância Longa, aproveitando a complexa rede de caminhos que o mapa apresentava, bem como as constantes mudanças no relevo, alternando subidas e descidas em floresta de eucalipto com passagens por pequenos lugares e algumas incursões em plano no asfalto.
No Domingo, o percurso foi de Distância Média, mas usando algumas zonas novas de mapa. No entanto, as características do terreno eram idênticas, resultando numa prova bastante técnica, embora rápida, e fisicamente aliciante. Ler o mapa em antecipação e manter o ritmo certinho era claramante o truque para progredir sem cometer erros, já que a escala do mapa era distinta da do dia anterior. Ao passar de 1:20000 do mapa da Longa para 1:15000 no mapa da Média, a progressão torna-se mais rápida no mapa e o cálculo das opções de navegação tem de ser mais frequente. Daí ser fulcral pensar antes de agir, mas preferencialmente em movimento.
A Secção Local de Orientação do CP Telecom de Aveiro participou nesta prova com Miguel Tomás e Nuno Pires, no escalão H21B. Na prova de Distância Longa, Miguel Tomás ficou em 2º e a par de Nuno Marques, do COAC, em posição de lutar pelo lugar de topo no escalão na prova de Domingo. Nuno Pires, com alguns problemas mecânicos no desviador da frente e algumas más opções, ficou em 6º lugar, mas com hipóteses de ainda subir algumas posições no Troféu.
No Domingo, Miguel Tomás voltou a repetir o 2º lugar no percurso de Distância Média, novamente atrás de Nuno Marques. Uma queda a meio da prova resultou na quebra irreparável do porta-mapas, tendo prosseguido com o mesmo na mão. Quanto ao Nuno Pires, cometeu dois erros graves na navegação, como consequência da perca de concentração ao ajudar uma atleta perdida que pediu ajuda. No final, logrou um 7º lugar. Para quem esteja a iniciar os seus primeiros passos ou pedaladas na Orientação, pode tirar deste pequeno relato a lição e informação de que este desporto é individual, fazendo com que o pedido e auxílio entre atletas, além e ser contra as regras, resulta normalmente em erros de navegação de quem se presta a dar ajuda.
Na classificação geral do Troféu, no que toca ao H21B, Miguel Tomás ficou em 2º lugar e Nuno Pires no 5º, pela regularidade dos dois dias de prova. Para consultar as opções dos Atletas do CP Telecom nesta prova, aceda ao Arquivo de Mapas.
MUS 2010 – The Most Fun Adventure Race
20/10/10
Na sequência do 2º lugar obtido no Challenge PT 2010 pela equipa PTIn Blue Team, recebemos um convite para participar numa das equipas Corporate em representação da Portugal Telecom no MUS 2010, ou melhor, no Merrel Urban Side 2010. Estas vagas foram endereçadas às 3 primeiras equipas classificadas no Challenge pela Área de Responsabilidade Social Interna da PT, a quem amavelmente agradecemos a oportunidade, contribuindo assim com o valor da nossa inscrição para a Cais, a instituição escolhida pela Merrell para endereçar os donativos de todos os participantes e empresas que aderiram a esta prova com a representação de equipas de colaboradores.
Baseada na Oyster Urban Adventure Racing Series, uma prova originária dos Estados Unidos, a Merrel trouxe o conceito para a Europa, começando precisamente por Lisboa. O MUS 2010 pode descrever-se como uma corrida de aventura urbana, com alguma componente de Orientação, pela necessidade de navegar pela cidade com a ajuda dum mapa. A progressão base é em corrida, ciclismo e/ou transportes públicos. À mistura, temos peddy-paper, bike-paper, actividades radicais, jogos populares, resolução de enigmas, charadas, caças ao tesouro, provas de cultura geral, tudo num sem-fim e com surpresas que vão acontecendo ao longo de 6 horas de prova non-stop. A mecânica reside num ponto central, onde se iniciam todos os percursos em loop, cada um com a sua temática. Por ordem pré-definida, cada equipa começa num deles e tenta encontrar a melhor estratégia para pontuar o mais possível no tempo de prova.
Dentro de cada percurso, há pontos de passagem (com ou sem actividades) obrigatórios para descobrir o percurso certo a seguir, pontos opcionais ao longo do percurso que rendem pontos extra, e tarefas para ganhar pontos de bónus que podem ser entregues no final do percurso, mas somente um bónus por cada. No entanto, os bónus podem ser coleccionados para entrega em percursos seguintes. Cada percurso tem um tema e um meio de progressão obrigatório, sendo necessário recorrer aos transportes públicos como forma de vencer distâncias maiores. Muitas actividades implicam tirar fotos em pontos-chave, comprovando a presença de cada equipa no local.
A equipa PTIn Blue Team foi reforçada do Challenge PT 2010 para o MUS 2010, com a inclusão da colega da PT Inovação Claúdia Sequeira, tendo em conta que no MUS 2010 as equipas eram obrigatoriamente mistas. Havia 2 escalões, o Warm, para equipas de 4 elementos, sem folgas, e todas as actividades sendo obrigatórias, e o escalão Cool, para equipas de 5 a 8 elementos, com possíbilidade de folgas entre percursos, e a possibilidade de gerir quais as actividades a realizar. Desta forma, a nossa equipa fez parte do escalão Cool, mas engane-se quem acha que a Cláudia foi fazer número. Apenas a poupámos nos percursos de ciclismo, ficando encarregue de cumprir as actividades lúdicas, de cultura geral, e também de trabalhos oficinais que nos foram propostas nesses períodos. Desta forma, pudemos delegar nela tarefas que careciam de alguma calma de resolução, enquanto andávamos de BTT por tudo quanto era rua e avenida de Lisboa. Em tudo o resto, participámos os 5 como um todo, levando as capacidades de cada um para o terreno e distribuindo a chuva por todos de forma igual.
Em posts seguintes, darei conta da nossa presença no MUS 2010, com o relato de alguns dos desafios e actividades que nos colocaram, bem como fotos e imagens de locais percorridos…
III Challenge PT 2010 – Etapa 8 e Resultado Final
17/10/10
Domingo – Etapa 8 – Domingo – Rio Sado
A etapa final do III Challenge realizou-se no Domingo, dia 26 de Setembro, sendo a única deste dia. O rio Sado, ao longo de Alcácer do Sal foi o local escolhido para uma prova de construção e teste de jangadas. A ideia base era construir uma jangada com quatro câmaras de ar de camião, quatro paus e fio de sisal. Estavam disponíveis quatro pagaias e quatro coletes de salvação.
A etapa consistia em várias fases: a construção da jangada, o seu transporte em seco até à outra margem do Sado, passando pela ponte pedonal até ao local de embarque, a ida e vinda a remar a um ponto de controlo pré-definido, e o regresso ao local de partida transportando novamente a jangada. Tudo isto sem a desintegrar.
Nuno Pires: Para a PTIn Blue Team, a etapa 8 já não fez parte da competição. Fez parte do calendário, mas foi onde jogámos a carta de Looser. Tendo em conta que era obrigatório usá-la e anular as pontuações duma das etapas, restou-nos esta para o fazer. Caso não o fizessemos, era sorteada e anulada a pontuação duma das etapas anteriores, o que era um cenário que não queríamos ver. No entanto, havia um mínimo a cumprir nesta etapa, que consistia na construção e transporte da jangada até à zona de embarque. Apenas o trajecto na água e regresso à partida era facultativo, para validar a aposta do Looser. Assim sendo construímos uma jangada com o objectivo de não se desfazer facilmente, mas sem grande preocupação com a sua navegabilidade. O rio tinha muita corrente, e inicialmente a foto aérea fornecida indicava um longo trajecto na água para remar contra a corrente. No entanto, mesmo com o ponto de controlo colocado somente a 200m a montante do local embarque, observámos que muitas equipas mal conseguiam vencer a força do Rio Sado e o esforço não valia a pena. Cumprimos o mínimo exigido e demos por encerrado o Challenge PT 2010 no que toca às etapas propriamente ditas.
Domingo – Almoço e Entrega de Prémios
Ainda antes do almoço e entrega de prémios , aproveitámos para um momento de confraternização entre as equipas PTIn Blue e White Team à beira do Sado. Pese embora os percursos diferentes ao longo do III Challenge PT, todos partilhávamos os recursos de logistica, tendo colaborado uns com os outros nos intervalos do evento.
Depois de apurados os resultados finais do III Challenge PT 2010, a equipa PTIn Blue Team ficou em 2º lugar e a equipa PTIn White Team em 17º lugar, entre 28 equipas participantes. Para consultar os resultados detalhados, CLIQUE AQUI. Da parte da equipa Blue Team, foi um sentimento de morrer na praia. Sabiamos que estávamos fortes na parte física e com motivação para lutar pelo menos por um dos três primeiros lugares, tendo em conta o 5º e 2º lugares das edições anteriores.
No entanto, a equipa eX teve sempre uma competitividade muito próxima da nossa, e beneficiando de mais bonificação de tempo em cada etapa (15% contra 5% nossos), conseguiu obter mais 8 pontos no final das contas (749 contra 741). Para o ano há mais, e se pudermos, lá estaremos novamente para lutar por uma boa posição.
III Challenge PT 2010 – Etapa 7
06/10/10
Sábado – Etapa 7 – Run’n'Bike (Nocturna)
A última etapa de Sábado foi o Run’n'Bike com carta militar. O mapa tinha 6 pontos de controlo, onde a totalidade da equipa tinha de estar presente nas picagens. Para a progressão, tinhamos de levar 2 bicicletas, e como atrás foi dito, envolvia os 4 elementos da equipa em prova.
Tendo em conta a cartografia militar e o facto da etapa ser nocturna, acrescia à partida algumas variáveis que deviamos ter logo em consideração, tal como levar boa iluminação quer nas bikes quer para correr, e estar atento à desactualização do mapa. Mais ainda, seria primordial manter o grupo bastante junto, ou em linha de vista, porque o facto de andar muita gente no terreno facilmente poderia confundir os donos das lanternas e trocar as voltas na progressão.
Nuno Pires: Antes de começar a etapa, tivémos de pensar a estratégia com bastante cuidado. Primeiro, porque tinhamos todos de participar, eram 2 bikes, só nos davam um mapa, e era à noite. Isto condicionantes gerais. Depois, tinhamos a experiência em Orientação, centrada mais em mim e no Mário, e o facto do Paulo não ser tão forte na corrida, ao invés do Jorge, mais corredor, mas que tinha feito todas as etapas sem folgar. Isto condicionantes da evolução da prova. Mas juntando estas coisas todas, e havendo manifesta disponibilidade do Jorge para um esforço adicional em corrida, chegámos a um formato que se revelou bastante efectivo. Eu e o Mário dividimos a condução da bicicleta que tinha o mapa, o Jorge e o Paulo dividiram a condução da outra, sendo que nós assumíamos a parte da navegação, e o outro par seguia-nos na progressão e em funções de apoio e comunicação. Ao Paulo, definiu-se uma tarefa de acompanhamento da corrida do Jorge para o deixar recuperar um pouco na bike quando necessário, picar os pontos, e manter-se sempre numa posição próxima de mim ou do Mário para evitar que o grupo de alguma forma se desagregasse. Assim nós dois centrámos a nossa concentração na Orientação, defendemos o Paulo da corrida e não nos preocupámos muito com o Jorge, já que ele estava sempre debaixo de olho. Assim, a técnica de Run’n'Bike pura de 2 elementos com uma bike era aplicada por mim e pelo Mário, e o resto da equipa estava sempre em sintonia de comunicação e de decisões, podendo avançar no terreno de forma rápida e sem sobressaltos, mesmo nas mudanças de direcção em locais mais escuros. Analisando a prova em si e a trilha que fizémos, foi longe de perfeita. Tivémos alguns erros, mas não foram nada de muito grave. Tentámos ir ao PC1 logo da partida, mas o carreiro acabava antes e não havia passagem. O PC 1 estava num carreiro que tinha uma vedação em arame farpado, debaixo da linha de alta tenão, e com vegetação ao longo da berma, tipo vereda, como mais tarde constatámos ao chegar ao ponto, no regresso. Deixámos este para o fim, mas perdemos cerca de 3 minutos na abordagem frustrada… No PC5, o carreiro principal de onde vínhamos continuava em frente sem virar para a casa florestal perto da ETAR, havendo carreiros mais pequenos junto à vedação, do lado de fora, e que não estão no mapa. Tivémos ali uns momentos de indecisão, andámos um pouco para a frente e para trás, até que resolvemos seguir ao longo da vedação e procurar o ponto na ‘esquina’ certa. Num monte de terra, lá estava a baliza bem disfarçada. Só na imediação da ETAR, andámos 8 minutos, tendo perdido para aí 5 só para dar com o ponto. Do PC4 para o PC6 queríamos ir logo pela direita, mas não vi o primeiro carreiro, porque estava lá uma ambulância dos Bombeiros na berma a tapar o dito. Hesitei e decidi ir em frente, tendo na mente que teria de virar pelo num dos dois carreiros à direita. Hesitei no primeiro que encontrei (que já era o segundo) por ter muita areia solta à vista e segui em frente… E nunca mais aparecia o segundo carreiro… Algum tempo depois comecei a ouvir trânsito ao longe (que era da proveniente da IC1) e vi que estávamos mal, mas que podíamos ir ao PC6 sem grande estrago, aproveitando para reconhecer o caminho na ida, regressar à passagem pela IC1 e agora sim ir ao PC1 por linha segura. No final, e mesmo com estes precalços, demorámos cerca de 51 minutos para fazer 9,6km. Foi a prova de maior adrenalina do Challenge, pelo menos para mim… Chegámos ao fim todos ‘rotos’, mas satisfeitos com o trabalho de equipa. Demos 14 minutos de vantagem à equipa que fez o 2º melhor tempo, o que revela bem o sucesso da estratégia que colocámos em prática. Fizémos os 100 pontos que queríamos amealhar, desta vez sem os perder com as bonificações de tempo.
III Challenge PT 2010 – Etapas 5 e 6
05/10/10
Sábado - Etapa 5 – Score 100
A Etapa 5 tinha como base a Orientação Pedestre, recorrendo-se a mapa específico desta modalidade, e realizou-se na Mata Municipal de Valverde. O objectivo era coleccionar 100 pontos (ou algo próximo) picando alguns dos pontos colocados no terreno. Os 4 elementos da equipa tinham de se manter juntos ao longo da progressão.
Junto com o mapa foi dado o valor em pontos de dois controlos no terreno (A e E), bem como equações matemáticas simples para deduzir os valores dos outros. Após resolver essas equações, era necessário escolher quais visitar, tendo em conta a distância e a dificuldade de navegação na área de prova, mas jogando para fazer exactamente 100 pontos no total dos controlos picados. Clicando no mapa em baixo, pode-se ver o mapa com a trilha realizada no Google Earth.
Nuno Pires: Tendo em conta as folgas que tinha tido nas etapas de BTT e ser o elemento com mais experiência na Orientação Pedestre na equipa, ficou para mim a tarefa de carregar o mapa, fazer a navegação, e marcar o ritmo. O Jorge ficou incumbido de picar os pontos, e o Mário de ajudar o Paulo a manter-se junto a nós e não descolar-se do mapa, já que a corrida não é a sua modalidade mais forte. Não era possível defendê-lo com uma folga na etapa, por isso tinha de haver um espírito de grupo para todos se manterem pelo menos num raio de 50m e reagrupar junto aos pontos. Após escolher os pontos a visitar e arrancar para o mato, o terreno fora dos caminhos revelou-se mais sujo no que toca à vegetação rasteira do que o mapa dava a entender, pelo que a opção foi andar essencialmente por linhas seguras e fazer dois ou três azimutes em locais-chave, apenas para cortar à direito pelo mato sem riscos de falhar na navegação. Toda a estratégia funcionou na perfeição, tendo-se demorado cerca de 51m para percorrer cerca de 6,6km, já incluindo cerca de 4 minutos para fazer as contas e escolher os controlos a visitar, perfazendo os 100 pontos exactos que nos eram exigidos.
Sábado - Etapa de Ligação
Nuno Pires: O programa de Sábado tinha 6 etapas, sendo duas realizadas à noite, a começar às 21h. As etapas 2 a 5, desde a manhã, podiam ser feitas quase de forma continuada, gerindo-se os tempos de intervalo. A nossa estratégia foi descansar o mínimo suficiente entre as etapas da manhã e ir avançando assim que possível, se forma a não amolecer demais o corpo. Assim, também podíamos andar sem a pressão dos nossos adversários, ou trazer alguém a reboque. Desta forma, cerca das 15h30 estávamos prontos para realizar a chamada Etapa de Ligação, ou seja, o regresso à Aldeia PT. Desta forma, descansámos mais que o resto das equipas. O Mário sugeriu tomar um lanche mais típico, e bater uma sestazinha até à hora do jantar para recuperar as forças.

Menu do Atleta (Cerveja, Pão Alentejano, Presunto, Queijo de Alcácer, Batatas Fritas, Amêndoas com Sal e Bananas)
Sábado – Etapa 6 – Kart Race (Nocturna)
A Etapa 6 consistia numa corrida de Karts, ou melhor, num carrinho tipo Kart sem motor, empurrado por 2 elementos no máximo. O terceiro conduzia o Kart com os pés, como nos carrinhos de rolamentos. O percurso consistia numa volta à pista de atletismo, de 400m, em torno do campo de futebol em Alcácer do Sal. Um elemento folgava nesta etapa.
Nuno Pires: Não sabemos como nos escapou tal coisa, mas somente ao lanche reparámos que não podiamos apostar o Looser nesta etapa. Tinhamos algum receio desta etapa desde início, já que era uma prova rápida e o risco de falhar algo dava pouca margem de manobra para corrigir em tempo útil. Assim sendo, teríamos de apostar o Looser na última etapa, já que o Run’n'Bike também é uma prova que costuma resultar em boas prestações. Assumi que faria a condução, e ao apercebermo-nos que a prova era ‘em força explosiva pura’, o Mário e o Jorge decidiram fazer um aquecimento forte para estarem a ferver quando tivessem de empurrar o Kart, e que tal seria à vez. Não era viável empurrar em simultâneo. A prova correu mais que bem, com os pés bem cravados na direcção super sensível. Na parte de trás, o Jorge fez um arranque poderoso, de tal forma que lhe pedi para não acelerar mais na entrada da primeira curva enquanto a direcção não fosse estabilizada. Depois o Mário fez a recta oposta à da meta num gáz que só visto… O Jorge fez novamente a curva e o Mário a recta da meta. Fizemos com o melhor tempo com 1m21s , e ainda bem que não pudemos apostar o Looser. Fizémos 2º lugar na etapa após correção dos tempos.
III Challenge PT 2010 – Etapas 3 e 4
04/10/10
Sábado – Etapa 3 – Multi-Actividades
A Etapa 3 do III Challenge PT decorreu na barragem do Pego do Altar, sendo as actividades propostas Orientação em Canoa e Rappel em parede vertical de rocha. O Rappel era somente para amealhar pontos directamente na classificação final. A Orientação em Canoa tinha 3 pontos de controlo e obviamente era cronometrada seguindo o modelo das outras etapas.
Na imagem acima, clicando na mesma, pode-se ver em detalhe a trilha. No entanto, somente foi gravada a partir do ponto de controlo 1.
Nuno Pires: Para a etapa 3, dividimo-nos da seguinte forma: Nuno e Jorge na Canoa, Paulo e Mário no Rappel. Hoje, olhando para trás, vejo que foi um erro que assumo perante a equipa ao teimar nesta formação. Eu tenho um problema com actividades que envolvam alturas, bloqueio, e normalmente recuso-me a fazê-las. Antes do Challenge, temendo que fosse confrontado com alguma actividade com alturas, resolvi treinar de tudo um pouco, até Kayak, de forma a estar preparado o que fosse alternativo às alturas. Mesmo assim, agora penso que devia ter encarado o Rappel e mesmo que tivesse alguma dificuldade ir para a frente e deixar rolar. Tinha meios de segurança e o risco era pouco ou nulo. Desta forma, o par mais forte que tinhamos para a Canoa não foi o escalado. Devia ter ido o Jorge e o Mário. Mesmo assim, conseguimos fazer o 6º lugar na etapa. Pasme-se, foi a pior classificação entre todas as etapas… Eu e o Jorge contávamos com Kayak’s e pagaias com duas pás. Assim, até ao ponto 1, tivémos que afinar a mecânica da remada entre nós, já que faltava rotina neste tipo de embarcação e de ‘pagaiada’. Após esta primeira fase, penso que até conseguimos manter trajectórias bem estudadas e sem desvios, já que o Jorge se defendeu das águas mais mexidas, aproximando-se das margens, bem como evitou que apanhássemos vento. Ficámos em 3º ex-aequo com mais duas equipas, em tempo, e após aplicação das bonificações, descemos para 6º, o que nos penalizou bastante em pontos.
Sábado – Etapa 4 – GPS – BTT
A etapa 4 do Challenge PT introduziu um conceito novo na prova, mas que felizmente é algo familiar a alguns elementos desta equipa, e que consiste na navegação por GPS. Neste caso, os dispositivos escolhidos eram Garmin Etrex, sem mapas, e somente com a trilha gravada.
Desta forma, o objectivo era simples: seguir à risca o track log gravado no equipamento, sabendo-se que começava na barragem do Pego do Altar e terminava na Mata Municipal de Valverde. Durante o trajecto estavam alguns controladores que garantiam a correcta passagem das equipas nos pontos-chave do percurso. Estavam 25km de BTT à espera de todas as equipas, onde 3 elementos de cada tinham de marcar presença e pedalar o mais rápido possível.
Nuno Pires: Mais uma vez, sendo a etapa de BTT e para 3 elementos, voltei a folgar e fiz a mudança da viatura de assistência para a Mata de Valverde. Embora a rotatividade entre elementos seja uma forma sensata de manter os níveis físicos equilibrados entre todos, na verdade os três bravos Paulo, Jorge e Mário estão super à vontade na BTT e pouco acusam os km’s. Desta forma, e após conferenciar entre todos, a estratégia inicial ficava sem mexidas. Era aqui que o Joker tinha de ser apostado, na etapa que fisicamente seria a mais dura para todas as equipas, e na qual tinhamos confiança para dar tudo sem correr riscos de navegação. De facto, foi uma etapa para recordar… Um novo furo do Jorge, na roda da frente, com cerca de 4 minutos para mudar a câmara e um total de cerca de 1h15m de prova para os 25km. Um ritmo diabólico, debaixo dum calor abrasador.
Fizémos o melhor tempo com 6 minutos de vantagem sobre o 2º melhor tempo, e 36 minutos sobre o 3º melhor tempo. Mais uma vez, perdemos pontos, mais precisamente 20, por causa das bonificações em tempo. Ficámos em 2º na etapa com os tempos corrigidos. Com a aposta do Joker, a ficar em 1º faríamos 200 pontos. Assim acabámos por ficar só com 180.
III Challenge PT 2010 – Etapas 1 e 2
04/10/10
O III Challenge PT teve nesta edição de 2010 um total de 8 etapas, cuja descrição mais pormenorizada só foi conhecida duas horas antes do arranque da prova na Sexta, dia 24 de Setembro, com a distribuição do Raid Book. Uma etapa ainda nesse dia à noite, quatro etapas em continuado no Sábado, pausa para jantar, e duas etapas no Sábado à noite. No Domingo de manhã, a etapa final…. Durante a prova, a possibilidade de apostar uma carta de Joker e uma de Looser. Cada uma destas cartas era apostada antes do início duma etapa, sendo que o seu efeito era precisamente para essa. O Joker duplicava a pontuação obtida, o Looser anulava a pontuação. Se o Joker servia claramente para apostar numa etapa onde a equipa fosse forte ou tivesse confiança de bom resultado, o Looser tanto serviria para completar uma etapa sem grande esforço ou evitar alguma actividade menos familiar, ou mesmo fazer a etapa para conseguir um bom lugar, evitando que outras pontuassem bem, mas prescindindo da pontuação obtida. Não se podia usar nenhuma das cartas nas etapas 3 e 6.
Com estes ingredientes como base de programa e regras, as 28 equipas começaram a delinear a estratégia inicial para as diversas etapas, tendo em conta as distâncias teóricas, métodos de progressão, número de elementos necessários, actividades envolvidas, etc…
Neste e nos próximos posts, faço o relato da participação da PTIn Blue Team…
6ª Feira – Etapa 1 – Dual Teams com Regularidade (Nocturna)
A Etapa 1 do Challenge consistia numa prova de Orientação Pedestre Nocturna no centro histórico de Alcácer do Sal.
Foram fornecidos 2 mapas de foto aérea com 14 pontos de controlo e um questionário com 14 perguntas a responder em cada localização. Os 4 elementos geriam se seguiam juntos ou se formavam grupos, havendo 2 pontos de controlo onde obrigatoriamente a equipa teria de estar junta num intervalo de 5 minutos pré-conhecido. Os controlos de regularidade eram os postos 6 e 14.
Após esta primeira fase de descoberta dos 14 controlos e respectivas respostas, regressava-se ao ponto de partida, somava-se o total das respostas, fazia-se um controlo para indicar essa resposta, recebia-se novo mapa, e tinha-se acesso a localizações de pontos extra, cada um num intervalo numérico. De acordo com o total apurado, ter-se-ia de ir picar o ponto extra correspondente e seguir para o final.
Nuno Pires: Mal começou a etapa decidimos dividir a equipa em dois pares, Nuno e Paulo para um lado, Jorge e Mário para o outro. Copiámos rapidamente o questionário para as costas dum dos mapas e escolhemos 3 pontos para picar para cada par junto ao ponto 6. Tínhamos que lá estar entre as 21h17 e as 21h22, e no ponto 14 entre as 21h27 e 21h32. Entretanto para copiar o questionário alguns minutos já tinham voado. No entanto, o restante parecia mais que suficiente para a estratégia definida. No entanto, cada par conseguiu picar os pontos que tinha definido bem antes do início da janela , e num golpe de risco e alguma sorte, todos decidimos varrer o resto dos pontos do mapa e conseguimos reunir às 21h21 com tudo visitado no conjunto dos dois pares. Entre as duas janelas de tempo, aproveitámos para ver se tudo batia certo, e ainda confirmar uma resposta. Mal picámos o ponto 14, fomos o mais rápido possível à partida, e daí ao ponto 1303 – 1333, o ponto extra correcto. À chegada, reparámos termos sido os segundos a concluir a etapa, em cerca de 41 minutos, o que nos deixou bastante satisfeitos para inicio de Challenge. Sentimos que estávamos competitivos, e com confiança para estabelecer objectivos ambiciosos.
Sábado – Etapa 2 – Orientação em BTT
O dia de Sábado começou às 9h com Orientação em BTT, recorrendo a Carta Militar. O início era à porta do Parque de Campismo de Alcácer do Sal e a chegada junto à barragem do Pego do Altar. Pelo meio, 12 pontos de controlo opcionais (que podiam ou não ser picados) para uma distância máxima estimada de cerca de 20km cumprindo o percurso na totalidade.
Mal a etapa começou, mudou-se a assistência para a Barragem do Pego do Altar, onde a etapa viria a terminar. Pelo meio, havia a possibilidade de fazer assistência ao ponto 9, já que a etapa foi realizada por 3 elementos da equipa.
Para visualizar o mapa e as opções tomadas pela PTIn Blue Team na prova de Ori BTT, basta clicar nas imagens abaixo, guardar os ficheiros e abri-los com o Google Earth.
Nuno Pires: Assim que começou a etapa, e tendo em conta que fui eu a folgar, desloquei-me de carrinha para a Barragem do Pego do Altar. Mesmo podendo dar assistência à equipa no ponto 9, resolvemos não o fazer já que a equipa no terreno, em condições normais, dificilmente precisaria dela. Caso precisassem e fosse de origem mecânica , ou resolveriam na hora, ou era muito mau sinal e a etapa estaria perdida, pois fora da zona de assistência nunca poderia intervir. Por isso resolvi mudar-me com tempo, reler o Raid Book, pensar numa estratégia para o resto do dia, e ter o material pronto para receber os colegas, mal terminassem. Com cerca de 1h20 de prova vi a equipa chegar à zona da meta, mas ainda faltava picar o ponto 12. Para azar, vi o Jorge furar metros à frente, mas a equipa não parou e continuaram assim até ao final, mesmo com a avaria. Foram 19,6km reais em 1h26 para concluir a prova com todos os pontos picados . Ficámos em 2º na etapa, em tempo, mas com as bonificações e apostas de Joker das outras equipas, acabámos em 3º.



































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